Lições de um naufrágio !

Lembra do Juliano, que naufragou com o veleiro Conquista em Vitória? Essa história está entre outras que conto no livro “Sobre Homens e Veleiros”. Se você não leu, segue abaixo um trecho para saber ou relembrar:juliano00
“… No dia 14 de agosto de 2004, na saída de Vitória (ES), proximidades da Ilha do Frade, às 06h45 uma onda inesperada transformou as vidas do casal Wlademir Juliano Treis e Denise de Almeida, levando seu O’Day 23 Conquista e parte de seus sonhos para o fundo do mar… O veleiro, que durante mais de três anos serviu de casa para Juliano e Denise, saiu de Blumenau em direção a Manaus, levando o “Projeto Água Viva”, o qual desenvolvia, por meio de palestras e teatro, a conscientização de crianças e adultos sobre a importância e a necessidade da preservação da água.
Na saída de Vitória, entretanto, foram surpreendidos por uma onda que acertou em cheio a proa do veleiro, ainda dentro da baía. Colhidos pela onda, o barco foi jogado pra trás e passou a rolar capotando algumas vezes. Em poucos segundos o Conquista encheu-se de água e foi ao fundo… Nas palavras de Juliano, “perdemos nosso mundo, praticamente a razão de nossa existência…”. O casal voltou nadando apenas com a roupa do corpo. “Perdemos praticamente tudo. O nosso querido Conquista, documentos, roupas, equipamentos, livros, discos, fotos, o nosso documentário e tantas outras coisas. Tudo foi levado pela água. A água nos levou tudo, mas poupou nossas vidas…”juliano1 Pois bem, de lá pra cá não se soube mais do casal. Agora, surgem notícias de Juliano através da jornalista Giovana Sanchez.
Viajando pela Sardenha, Wlademir conheceu a alemã Martina, com quem se casou em 2007. Há dois anos, nasceu Johanna, e hoje Martina espera mais um tripulante para a família. Agora eles estão atracados em Gibraltar, rumo ao Brasil, viajando em um pequeno veleiro de madeira, de desenho e construção tradicional.
Eles não têm geladeira a bordo, então se alimentam com muitos grãos, pastas, frutas e verduras. Quando estão em alto mar, comem peixes e ovos. “Carne, só quando estamos em porto.”
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Agora, o casal está a caminho do Brasil e pensa em ficar em algum lugar tranquilo onde os filhos possam ter contato com outras crianças. “Mas não excluímos a possibilidade de continuar a viagem e de dar a volta ao mundo. Deixamos o barco correr e vamos decidindo no caminho.”
É isso aí, Juliano. Mais uma prova de que, uma vez marinheiro, sempre marinheiro.
E pra que, quiser conhecer a íntegra da história do naufrágio de Juliano e outras histórias interessantes, compre o livro no site !

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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Uma resposta a Lições de um naufrágio !

  1. anonimo diz:

    Em 2004 conheci o casal logo que deixaram S.Catarina. Me deixaram uma impressão de absoluto desconhecimento dos perigos a que estavam se propondo. Afinal um Oday 23 não é embarcação para uma aventura dessas. E não me surpreendi quando da ocorrência do infeliz acidente. Espero que agora ele tenha mais experiência (e barco!) para fazer essa travessia. Coragem só não basta é preciso conhecimento e preparo.

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