Paraty & Ilha Grande jan. 2010

Passadas as águas de início de ano – e dá-lhe água – ficamos entre as ilhas de Paraty e a ilha Grande.
Na passagem molhada de 2009 para 2010, ficamos nós, Janjão e Mony na ilha do Cedro, a contrabordo. Na foto aérea do Julio do Ausgang, o Tangata e o Sweet na ilha do Cedro…

Logo dia 1 a chuva deu uma trégua e fomos para a Enseada do Sítio Forte. No caminho muito barro, algas, troncos e até mesmo algumas árvores. Numa cambada, uma escota da genoa enroscou e na distração de arrumarmos acertamos em cheio uma ilha de algas, raízes e cipós que travaram o hélice e me obrigaram a mergulhar com a faca… Só dava pra ver uns 50 cm na água suja em plena baía da Ilha Grande, tal a quantia de lama levada pelos rios e pelos desmoronamentos. No final tudo deu certo.

Depois do Sítio Forte – onde a Helena mergulhou e deu lula na boca de duas tartarugas marinhas – fomos para o povoado de Provetá.

No caminho paramos no Saco da Longa, um lugarejo pitoresco de pescadores, cuja única “venda” estava desabastecida pela falta de luz que atingiu a Ilha durante a primeira semana de janeiro, por causa dos deslizamentos. Lá fomos até uma cachoeira que fica pouco acima de um riozinho que desemboca na praia. Depois seguimos caminho para Provetá, já quase do lado aberto da ilha. Um povoado grande que no passado era composto por evangélicos mais radicais e não se podia andar nem de biquini. Hoje, mas “lights”, já há uma pousada, vários restaurantes, uma boa padaria e um supermercado, onde pudemos nos reabastecer de algumas provisões.

O local vive basicamente da pesca, com um grande número de barcos que ficam ancorados – muito bem ancorados – do lado norte da enseada. Lá o vento e o mar entram com facilidade e formam uma espécie de redemoinho, o que nos deuixou um pouco apreensivos na ancoragem. Descemos fomos ao supermercado e padaria, e almoçampos num restaurante na praia, que cobra a poção de lula a bagatela de R$ 12,00…
Na volta paramos na lagoa verde para uns mergulhos. Infelizmente lotada de lanchas, algumas com o péssimo hábito de colocar um som alto demais…

Nos dias que sucederam ficamos pra lá e prá cá, ora na Ilha Grande, ora voltando para as ilhas de Paraty onde mergulhamos, pescamos, exploramos a fauna marinha com mergulhos noturnos e nos divertimos bastante.

A certa altura da temporada fomos até o Saco do Mamanguá, conhecer seu fundo, onde o veleiro não chega. Ancoramos no limite da carta onde marca 2m e fomos de bote até o mangue, subindo uma parte do rio Cairuçu. Já estiveramos lá antes, mas não pudemos ir tão longe. Na próxima vamois ver se conseguimos chegar no fim do rio. Dizem que há uma cachoeira bonita por lá…

Ao chegarmos no veleiro, um menino de nome Ezequiel veio numa canoa que quase virou umas duas vezesa, por causa do vento que a esta altura já encarneirava as antes pacatas águas do Mamanguá, nos oferecer barquinhos de madeira feitos por ele – aqueles típicos de Paraty, sem pintar e pelo preço de R$ 5,00 cada, independente do tamanho… ficamos com dois, um pequeno e um grande…

Ainda no Mamanguá, paramos na vila do Cruzeiro, aos pés do morro do pão-de-açúcar, o ponto mais alto da região. É uma vilazinha também de pescadores, com um barzinho simpático à beira de um rio, também com uma cachoeira que visitamos.

Numa outra ocasião fomos até Paraty-Mirim. Durante o período colonial, o local foi porto de desembarque de escravos.


A vila é mais antiga do que a própria Paraty. Desse tempo restam apenas a pequena Igreja de Nossa Senhora da Conceição construída em 1746 e ruínas de alguns casarões espalhados pelo local…

(Júlio e sua foto aérea…)
Houve também o caso do passarinho. Teimosos que são em fazer os ninhos nas retrancas e capas das velas, as andorinhas são sempre vítimas de um veleiro que sai com o ninho e seu conteúdo… No nosso caso, um sobrevivente foi achado e alimentado após 3 dias de mar. Não sobreviveu, para tristeza da Helena que acabou ganhando 2 casais de periquitos quando chegamos em casa, uma maneira de terminar com o luto…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

4 respostas a Paraty & Ilha Grande jan. 2010

  1. Francisco diz:

    Olá, Ricardo, Diana e Helena. Boas férias para um bom recomeço de atividades. Pena que não nos encontramos; quem sabe no carnaval. Aproveito para lembrar que quero adquirir um livro, mas exijo o autógrafo do autor… E sobre aqueles leds por metro, estou curioso, vc teve oportunidade de testá-los?
    Abração
    Francisco

  2. tangatamanu diz:

    Oi Francisco,

    Será um prazer autografar o livro pra vc. Sempre tenho uns comigo. Se nos encontramos… ou se preferir posso mandar via correio. Ainda não testei os leds. Estive na Argentina e acabei comprando uma série de luminárias de les bem barato. Mas ainda quero ver se adapto minha luz de top. Estou buscando um sensor de luz 12v para apagar/acender automaticamente e penso em utilizar esses leds de metro dentro da luminária, assim ficaria fácil fazer curvas de 360 graus…
    Abraço
    Ricardo

  3. Olá “Tanguinha”!

    Beleza de passeio… Hora dessas temos que fazer uma expedição na mesma área com os dois barcos (ou mais).

    Beijos pras meninas e um abração pra ti.

    Fernando, Marta e Vitoria
    Veleiro Planeta Água

Os comentários estão fechados.