Vitória ! Chegamos…


Saímos de Búzios as 15 horas de terça, e 35 horas depois, passando pelo temido (e sonhado!) cabo de São Tomé num lindo dia de sol, com mar baixo e poucos ventos, chegamos a Vitória as 02:00h de quinta.

No caminho fomos brindados com uma família de baleias que deu um show à parte, pulando e colocando as caudas de fora. Nos sentimos em um documentário da National Geographic… Não deu tempo de pegar a câmera e gravar ou fotografar nada… ficamos extasiados na proa do veleiro gritando e apontando… Eu a Diana e a Helena tínhamos todos 9 anos de idade naquela hora… E a promessa é que daqui até Abrolhos haverá muitas mais…

Entrar aqui em Vitória é complicado, principalmente a noite. Além do lugar ser cheio de bancos de areia e pedras, há dois portos movimentados bem próximos: o de Tubarão e o de Vitória, e o movimento dos navios é intenso 24h por dia. Pra entrar no Iate Clube do Espírito Santo (ICES), há que se passar pelo caminho desses brutos…

Uma vez aqui, amarramos o Tangata ao lado do Iemanjá do velho Joe (essa estória eu vou contar em outro post), e fomos recebidos com muita festa pelos capixabas. Há uma programação que o clube fez, com música ao vivo, artesanato, uma Van da Prefeitura de Vitória divulga os atrativos turísticos da cidade, e até um banner de “Bem-vindos Cruzeiristas” há no clube. Aqui não só somos esperados como muito bem tratados. Todos podem usar as dependências do clube, como sauna, piscina e demais espaços numa boa…

A cidade – pelo menos no bairro onde estamos, “Canto da Praia”, é impressionantemente bonita e bem cuidada. Ontem saímos a passear. Aqui, você coloca os pés na faixa de segurança e os carros param pra você atravessar… e na orla, num imenso calçadão, encontramos um “parque da ciência”, público, aberto, conservado, com monitores e brinquedos que remetem à ciência, como relógio de sol, balanços com diferentes alturas de corrente pras crianças compreenderem a relação entre esse tamanho e o movimento, uma simulaçao do sistema solar em tamanho e distância proporcionais, ou dois imensos cones metálicos distantes, onde falamos em um e ouvimos do outro a uma boa distância.
No final há um bonito e grande shopping onde também fomos. De lá, pegamos um taxi e passamos numa lavanderia onde havíamos deixado nossas roupas pra lavar (confesso que algumas – as que usava nas travessias – quase joguei fora… Argh !).

Ao cair da noite foi a vez de uma imensa paella para 250 pessoas, numa festa aqui no clube. Só a panela tinha 2 m de diâmetro ! O ICES contratou o Chef Antônio Camara Perez, um Espanhol de Alicante (Valência), que era um dono de restaurantes por lá e hoje vive aqui fazendo eventos (já preparou uma dessas para 1.000 pessoas!).
Ele nos brindou com uma “paella marinera valenciana”, onde usou 25 kg de arroz, 50 kg de camarão, 40 kg de peixe e 30 kg de lula, além de pimentões, ervilha e “otras cocitas más”…
Tudo isso ao som de um grupo de samba tradicional aqui de Vitória, com muito partido alto, Toquinho e Vinícius e muita animação…

Enquanto aguardamos os ventos favoráveis, não será exagero dizer que ninguém vai ficar triste de passar mais uns dias por aqui…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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