Em Santo André…

Definir é difícil. Santo André é um desses lugares que você imagina que vai encontrar quando pensa em subir a costa: pé no chão, bahianidade pelas ruelas de terra, e a molecada azucrinando todo mundo, afinal não é todo dia que baixam tantos veleiros e seus respectivos botes para diversão geral…

Nesse clima de “tio posso andar no seu bote, tio posso conhecer seu veleiro, tio quer comprar um colar e tio qualquer coisa”, convidamos mais de 20 crianças pra conhecer o Tangata. 5 por vez, claro, devidamente enxutos e limpos (eles vinham nadando e com areia até na orelha). Após as explicações de como tudo funciona, falaram no rádio, viram sua localização no GPS e na carta náutica e tomaram um chá gelado que a Diana serviu…

No dia seguinte alugamos um carro e fomos conhecer Cabrália, Coroa Vermelha e Porto Seguro, com suas construções de época e seus índios – alguns falsificados – que vivem de vender qualquer coisa que tenha a cara de turista, de camisetas a cachaças em cascas de côco. No meio deles achei um pajé “de verdade”, e uma índia que montava saias com flores, e que entrevistei para nosso DVD.

Visitamos o local da primeira missa e os centros históricos dessas cidades e vilarejos. Para se chegar ou sair de Santo André, é na base da balsa. Aqui, uma espécie de barco fica acoplado pela proa na balsa e vai empurrando ou puxando conforme a necessidade. Voltamos a noite e aí o piloteiro mostrou que é bom, passando pelos bancos de areia e pela outra balsa no rio estreito. Perguntei a ele se ele usava GPS. “Aqui é na base do Gê-pê-olho, meu rei”…
Deixamos Santo André com saudades e partimos para uma navegada mais tranquila até Ilhéus…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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Uma resposta a Em Santo André…

  1. Lô Kunze diz:

    Uma delícia de se ler…
    Força aí!!!
    Abraços!

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