São Salvador…

A saída de Camamu foi ruim. Mas o grupo que saiu antes de nós se deu bem pior.
Como no grupo havia veleiros grandes e com velejadores experientes, resolveram sair pela barra mesmo com previsão de ondas de 3.9m e ventos de 30 nós.
Nós? Ficamos com um grupo comendo lagosta e bebendo cachaça e cerveja e não nos arrependemos. O saldo do primeiro grupo foi o que já escrevi no post anterior: novatos desesperados, e velhacos com vela e piloto quebrado… eu, ein ?!!

Nessa toada, chegamos a Salvador com um lindo pôr-do-sol e mar liso, pois a janela que pegamos foi muito boa, embora no início o mar também tivesse bem ruinzinho. A ponto de eu ter problemas no leme: o berço da chaveta na madre do leme cedeu e começou a dar um jogo no leme conforme as ondas batiam com certa violência pela lateral. Para tentar minimizar eu apertei a porca sobre a madre, mas o leme ficou desalinhado com o eixo e com isso o curso do piloto ficou comprometido, o que fazia dar uns bons estalos nas atravessadas com as ondas a 3,5m. Mas isso iria piorar pois o protetor UV da genoa descosturou e abriu, fazendo com que tivéssemos que recolher a genoa. Sem mestra (o vento estava com picos de 27 nós) e só com o motor, chacoalhamos um pouco até que o mar foi baixando depois do través de Morro de São Paulo, na metade do caminho. Dali pra frente a coisa foi tranquilinha.

Aratú é um Iate Clube Simpático e muito tranquilo. Fomos recebidos muito carinhosamente e já no dia seguinte fomos até a capital para conhecer os pontos famosos e curtir o final das férias. E como curtimos: mercado modelo e suas lojinhas, pelourinho e o centro histórico, com suas igrejas, museus e sorveterias.

Meu rei dá vontade de voltar não… Fazer o que. O mundo real nos espera: trabalho, escola da Helena, e claro, a preparação para a Refeno. O Janjão e a Cris vão levar o Tangata pra Recife e nós vamos lá pra chegar em Noronha by vela. A volta? Sei lá… Se avexe não. Depois a gente pensa nisso…

Depois de mais de 800 milhas, fica sempre o gosto de querer mais, muito mais. Mas também da saudades de casa. Da família. Até do trabalho… Ficamos assim então…

Enquanto não rola a próxima ficam as lembranças dos amigos na Bahia, das lagostas e caipirinhas de cacau e lima-da-pérsia, e dos papos de rádio:
“Vagabundo? Deus ajuda quem trabalha…”.
(Depois eu explico essa…).

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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Uma resposta a São Salvador…

  1. Lô Kunze diz:

    … que Paínho proteja seu caminho.
    E o manto de Maínha lhe sirva de benção.
    ~~~~/)~~~~

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