Catu das águas

Num dos passeios que fizemos pela cidade, um grupo de homens batucava e cantava. Na mesa, diversas garrafas de cerveja e uma de 51. Quando passamos, como já aconteceu inúmeras vezes em muitos lugares, nos cumprimentaram em outra língua, deste vez em espanhol. E em nossa homenagem imediatamente começaram a tocar “La Bamba”…
Depois do café, fizemos ma passeio por uma praia que fica ao lado da vila de Catu, e é conhecida como praia da manilha, por ter algumas manilhas de cimento enfiadas na areia da praia, de onde brota água doce. Dá pra se refrescar e tirar o sal. Como a natureza é maravilhosa…

Em frente, uma gambôa, armadilha que usa a variação das marés para capturar peixes. É como um labirinto de paus e tela em forma de espiral. Na maré alta os peixes entram e ficam presos. Na baixa, basta ir lá e pegar os peixes.

Também cruzamos com uma família pegando mariscos que aqui são chamados de “chumbinho”. A quantidade é tanta que basta abaixar e raspar uma pequena camada de areia para encher rapidinho um balde dele

Depois de ver, a Helena imediatamente se abaixou e começou a encher uma garrafinha de água com os moluscos que viraram uma deliciosa moqueca à bordo com o peixe que havíamos comprado no mercado municipal de Itaparica.

Depois compramos pão, cerveja, tomamos um belo banho de mar e partimos para a famosa fonte do Itororó. Uma minúscula praia com uma escada que leva a um patamar. A água vem de uma pequena nascente morro acima. Mas como na música, fui beber água e não achei… nem a bela morena estava por lá… Com a estiagem aqui (faz muito tempo que não cai uma gota de água), a fonte está bem fraca.

Na foto eu pedi que a Diana empurrasse a água acumulada na lage para que ela saísse na foto como é normalmente…

No canal, programamos os deslocamentos aproveitando as marés. Em certos trechos, quando enche, vamos com ela, quando esvazia, idem. Depende do lugar esse “esvaziar pode ir para um lado, ou para outro, mais ou menos na metade do canal.

Chegada a hora da “ajuda” da água, zarpamos de volta a Itaparica com o horário contado, pois queríamos chegar ainda com a luz do dia e pegar uma vaga na marina, que aqui é pública, não se reserva vaga e é bastante boa.

Custa R$ 1 por pé/dia com luz e água mineral no pontão, mais web wi-fi (que nunca funciona). Atracamos, lavamos o barco e enchemos o tanque com a água mineral “que faz veia virá menina”. Jantamos, assistimos um filme e fomos dormir…

Hoje, quarta, dia 5, fizemos supermercado pela manhã, num sol abrazador, passeamos pela centro histórico e almoçamos por lá. Não há muito preservado. A principal igreja em reforma e algumas casas pitorescas da década de 30, 40, 50… Coloridas e formando um bonito conjunto.

Como o sol estava de rachar, paramos na praça central e enquanto Diana e Helena viam artesanato e biquínis, fiquei me hidratando com cerveja gelada. Almoçamos no “restaurante do negão”, ao lado do “Joanilton Marvado”. Vai que ele é mesmo mau… No negão, comida boa, preço melhor ainda.

Na volta, ainda agora, consertei a luz de navegação de boreste que havia pifado e… descanso. Amanhã devemos partir para conhecer o norte da Baía de Todos os Santos… Até lá !

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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Uma resposta a Catu das águas

  1. Fernandão diz:

    Isso aí Ricardão…
    Feliz 2011 pra toda tripulação…
    Mapeie tudinho por aí que no próximo CCL estaremos dentro…
    GRande abraço
    Fernando, Dani E Vitor

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