A Senhora dos cajus

Quando estávamos passeando por Itaparica, a Diana e a Helena entraram numa loja para ver artesanato. Eu saí, dei alguns passos em direção a uma sombra convidativa e me virei para a porta de onde elas deveriam sair. Fiquei lá esperando e senti um perfume doce e intenso. Não identifiquei na hora. Fiquei cheirando o ar para ver que direção vinha. Parecia um cachorro o um homem primitivo farejando o ar. Fui dando meia volta. Vinha de trás. Alguns metros de mim, numa porta, um tabuleiro cheinho de cajus grandes, vermelhos, amarelos e maduros. Fui até lá e uma senhora veio para me atender. Perguntei o preço: 2 reais a dúzia. Como não daria pra carregar, comprei seis. Em seguida fomos até um bar para tomar umas cervejas e pedi uma caipirinha de outra fruta que não fosse limão. Nada. Então mandei um dos meus cajus e pronto. Problema resolvido. Depois outro… chupei três ali mesmo… Consegui levar um pro barco…
Dias depois voltei para buscar mais e não encontrei mais a velha senhora dos cajus… Mas a Helena achou m pé na ilha das Fontes que reabasteceu o Tangata…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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