Entre camarões e condes…

Os dias têm sido de preguiça. Dias bahianos… Em geral, acordamos, tomamos café com preguiça até que a temperatura nos jogue pra dentro d’água. Ficamos em volta do barco até cansar. Estes dias fomos novamente até a ilha de Bom Jesus quem ao contrário de nossa primeira visita, estava completamente lotada. Era dia do padroeiro com fogos, missa festiva, todas as velhas senhoras em seus mais caprichados vestidos longos de cetim colorido, algumas com saias de retalhos bem ao estilo “antigamente”. Homens com camisas de manga comprida e gravata, num sol de matar quem estava de sunga… Almoçamos uma moqueca de arraia. No restaurante, aquele em baixo das mangueiras, apareceu um vendedor de umbus. Nem eu nem a Helena conhecíamos e depois de experimentar, compramos “uma lata”… Tentamos comprar pão, sem sucesso. Conseguimos um sinal de internet, atualizamos o blog e voltamos para o Loreto onde a maioria dos barcos começava seu retorno, afinal, era domingo.

Canoas dos camaroneiros descansam na maré baixa...

Segunda, dia 10, partimos bem cedo (5 da manhã) para São Francisco do Conde.
A chegada só pode ser feita com maré alta, após a quarta hora, pois em alguns lugares e carta marca menos de 1 metro de profundidade. O canal de entrada é bem estreito e a rota fica lotada – lotada mesmo – de pescadores de camarão com suas canoas e redes. Foi um sufoco não sair da derrota nem atropelar o pessoal…

Cidade relativamente grande, às margens do rio Santo Amaro, extremo norte da Baía de Todos os Santos. Lá, visitamos um conjunto formado por igreja e convento do século XVII, com decoração de azulejos portugueses pintados a mão muito bonitos.

A igreja fica bem no alto de um morro, com uma linda vista, mas confesso que subir lá no sol de rachar foi uma missão complicada… mas devagarzim chegamos…

Na volta paramos em um pequeno estabelecimento onde nos fartamos de comer por R$ 6,00 por pessoa…
Para voltar ao Tangata, uma surpresa. Quando paramos, chegamos com a maré começando a esvaziar e deixamos o bote numa rampa usada pelos pescadores. Mas àquela hora a maré vazou e entre nós e o rio, havia mais de uma milha de mangue. Tivemos que ficar tomando cerveja e esperar a maré encher até poder voltar pro barco…

Como entrava a viração – ventos frescos de fim de tarde de 13 a 15 nós – mais a maré enchendo, fomos ancorar mais dentro do rio, onde estaríamos mais tranqüilos. Ancoramos então em frente ao Solar do Barão da Cajaíba, um lindo edifício do séc. XIX.

No dia seguinte, o rio amanheceu como uma lago, calmo e com o nascer do sol refletindo a imagem do solar no rio. Um belo café da manhã…

saímos cedo com a maré em direção a Itaparica, onde faríamos supermercado e abasteceríamos o Tangata com água que já andava rareando, além de esperar a chuva e o vento previstos para quarta-feira passar. Na quinta talvez saiamos para subir o rio Paraguaçu… quem sabe…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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2 respostas a Entre camarões e condes…

  1. Rogerio diz:

    Familia Tangata! Esyamos curtindo cada milha de vocês. Deve estar realmente muito legal . . . já estamos colocando em nossas prioridades conhecer esta Bahia maravilhosa! Abs e bons ventos Rogerio, Graciele, Arthur e Julia.

  2. Oi Rogério !!!
    Faça isso com certeza. É uma experiência maravilhosa !!!

    Abraço

    Ricardo, Diana e Heleinha

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