Jaguaripe com P

Quando estávamos prontos para sair de Itaparica, conhecemos o pessoal de outro veleiro (Delta 32 que compraram e vieram buscar para levar pro Sul), o Jolui, cujo casal de gaúchos – Caco e Flávia estavam com seus filhos João e Luísa. Claro as meninas já se grudaram e aí decidimos ficar mais um dia por lá. No dia seguinte eles nos disseram que chegariam uns amigos e que desceriam para o Tororó. Queríamos subir para o Paraguaçu, mas em função da Helena poder ter companhia da Luísa e vice-versa, acabamos voltando com eles.

Na companhia, o David e a Vera, do catamarã Guma, mais o Sérgio e a Simone, do catamarã Galápagos, e numa linda escuna chamada “Morena”, construída na Cajaíba, em Camamu, o casal Sampaio e Morena. Todos moradores daqui. O David, velho conhecido de todos, bahiano que conhece tudo e todos, e o Sampaio também, muito brincalhões, nos deixaram muito à vontade… Num dos encontros, um churrasco a bordo do “Morena”, ele me mostrou um livro com as técnicas de construção dos velhos mestres saveiristas, que usam marcações milenares em uma tábua chamada “graminho”, para a construção das embarcações.

Quando o Jolui foi embora, resolvemos entrar no rio Jaguaribe (com “B”) e descer até a cidade de Jaguaripe (com “P”). Uma linda cidade com prédios históricos, grande, com muito verde e muito bem cuidada.

Passeamos por suas ruas e prédios históricos. Logo na entrada da cidade, a antiga cadeia, hoje prefeitura, cujo porão era a senzala e que ainda conserva a área do fogo e da privada em pedra nas paredes…
As ruas mais afastadas do centro da cidade são de areia e imensas áreas verdes dão uma sensação muito boa de um lugar perdido no mundo… Acho que é mesmo…

Fizemos um supermercadinho básico (era domingo e tudo estava fechado), esperamos a padaria abrir (17h!) e compramos pão fresco. Nessa hora entrou uma forte viração (12 a 15 nós) no sentido contrário da corrente e o rio ficou bem agitado com umas ondas de 0,5m que embarcavam vez por outra no botinho. Dá-lhe motor e ele quase não avançava… Já a bordo, o Tangata navegava em torno da ancoragem em círculos, hora levado pela maré, hora pela corrente. Chegamos a 0,9 nós “parados” !

Mas como por aqui tempo ruim não dura muito, logo estávamos chafurdando nas lagostas com vinho, num remanso calmo e com ventinho gostoso até a noite nos embalar… Acabamos ficando mais um dia para curtir a cidade e esperar a maré vazar…
O tom engraçado foi pararmos numa rampa na orla, ao invés de parar no trapiche como havíamos feito antes, mas na hora de ir embora a maré estava baixa e nos deixou a quase uma milha de mangue de distância do bote. Resultado: cerveja até a maré subir…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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2 respostas a Jaguaripe com P

  1. Pombas essa alegria toda pra tomar Schin?! rsrs

    Bjão, saudades!

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