Camarões defumados e ostras..

Como o balanço em Morro estava muito grande, saímos e fomos passar o resto do dia e pernoitar mais adiante, em Gamboa do Morro. Uma vila um pouco maior com padaria, supermercado e menos turistas. O local de ancoragem, no fundo da enseada é muito melhor, só giramos com o rebojo da maré terminando de vazar, e mesmo assim suavemente. Dormimos como pedras depois de um vinho branco geladinho…

No dia seguinte, já na companhia do Ronaldo, partimos canal acima em direção a Cairu, nossa próxima parada. Íamos com cuidado seguindo a rota, cuidando dos baixios e babando com as lindas paisagens que sucediam…

Chegamos e ancoramos em frente a cidade e fomos passear, voltamos ao convento e tomamos sorvete. O Ronaldo arrumou uns moleques que nos encheram uns galões com água. Fomos novamente ao convento, agora com menos gente, batemos um papo com o padre franciscano que cuida de lá e visitamos as dependências com o guia…

Depois do passeio voltamos ao barco e eu preparei o dourado que o Ronaldo havia pescado e nos dado. Acendi a churrasqueira e fizemos o dourado na brasa, com manteiga de alho que eu havia preparado ainda em Gamboa. O papo rolou gostoso, regado a vinho branco e whisky com água de côco… Durante o papo o Ronaldo acabou preferindo não seguir até Canavieiras, pois não tinha feito o passeio de lancha até as piscinas naturais, tão recomendado por nós…

Despedimo-nos e pela manhã bem cedo, por causa da maré que tinha que ser enchente, saímos para Canvieiras, bem devagarzinho, passando pelos muitos baixios e pelas lindas paisagens que há no caminho. Alguns lugares são realmente baixos, mas na maré cheia e com cuidado de não sair da rota indicada, chegamos sem maiores problemas.

Chegamos cedo e o Geni, morador local antigo veio logo nos receber com sua conversa franca e farta. Mal jogamos âncora e já ia meia hora de bom papo, nós no cockpit, ele na canoa…

Após nosso café da manhã, saímos para terra. Fomos até a casa de Geni(valdo) conhecer sua estufa de defumação de camarões.

De cara já nos ofereceu um espetinho para provar, nos deixou muito à vontade em sua casa, apresentou sua esposa, todos muito simpáticos e solícitos. Assinamos um livro de visitas que ele mantém, inclusive com muitos de nossos amigos que já passaram por aqui: Ivan e Egle (Taai-Fung), Janjão (Sweet), Hélio e Mara do Maracatu que vieram com o Fernando do Kaká-MauMau, Ricardo Montenegro, do Macaudo, entre outros.

Compramos uma “rama” de camarão e paramos em seguida num dos flutuantes para comer ostras e beber umas geladas e comer ostras – muitas ostras – até o inicio da tarde quando voltamos pro Tangata para descansar um pouco…

Dia seguinte pela manhã, novamente com a maré, saimos de volta para Gamboa, próximo a Morro de São Paulo para reencontrar o Feitiço e começar nosso retorno – duro e triste pelo término – mas feliz como nunca pela maravilhosa experiência de conhecer a Bahia de Todos os Santos por um mês de muito sol, lagostas, camarões, experiências inesquecíveis que certamente estarão em nossas memórias por muitos e muitos anos…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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2 respostas a Camarões defumados e ostras..

  1. Celso diz:

    Ohhhhh vida ruim heimmmm!!!!!! Bom é ficar em São Paulo vendo a chuva chegar e a cidade inundar. Vou trazer meu dingue pra cá e deixar no teto do carro. Bons ventos pra vcs.
    abs.

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