Parabéns Janjão !

A você Janja’s, que é meu mentor, ídolo e exemplo de calma durante as velejadas, um trecho inédito do próximo livro:

“… Não pude deixar de recordar a primeira vez que havia ido ao Rio de Janeiro de veleiro, partindo exatamente de Palmas. Corria o início do ano de 2008. Estávamos no Bracuhy – um dos locais mais distantes que íamos a partir de Paraty – e havia uma reunião marcada entre a Comodoria do Iate Clube do Rio de Janeiro e a diretoria da ABVC para discutirmos detalhes do Cruzeiro Costa Leste. A Diana e a Helena ficaram no Tangata Manu numa vaga no Bracuhy e eu fui com o Janjão e a esposa dele, Ivani, para o Rio. Mesmo esquema: aguardar a noite cair em Palmas e partir para chegar de dia no Rio. Logo na saída eu senti um cheiro de diesel, mas temendo ofender o Janjão, falando mal do seu histórico e valente Sweet, fiquei quieto. Erro crasso. No mar não se deixa de falar nada, principalmente se você achar que algo vai mal. Quando estávamos na saída da baía do Bracuhy, quase na Gipóia, uma fumaça branca e grossa evidenciou um rompimento da mangueira de diesel que alimentava o motor. Bem em cima do – à época – Volvo de 2 cilindros que valentemente pipocava de um lado pro outro. O cheiro de diesel e o balanço do mar são famosos por enjoar até anjo da guarda. Desligamos o motor e eu já no desespero olhei pro Janjão e perguntei: “E agora?”. A resposta veio calma, imediata e simples: “Vamos voltar na vela”. E lá fomos nós. Por obra e graça de Deus, havia vento. Não muito, mas o suficiente para nos levar de volta. Entramos pelo canal e viramos a boreste. Janjão viu uma vaga. Eu perguntei se não deveríamos chamar auxílio pelo rádio para colocar o veleiro na vaga. Ele disse que não precisava e para meu espanto, manobrou com maestria o veleiro com a vela mestra, não só colocando-o na vaga, mas colocando de popa…”.

É isso aí, mestre. Um grande abraço e que venham muitos mais !

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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