Expedição Tietê-Paraná – Dia 7

A navegação foi longa. Neste trecho o rio Tietê se abre em distâncias de até 6km. Com o vento, as ondas de até 0,5 metros ou pouco mais lembram a navegação no mar e chegam a ser desconfortáveis. Tivemos duas tripulantes de veleiros com enjôo!
A região é bem demarcada por bóias e, em um longo trecho, há árvores do antigo leito alagado. Como a água é extremamente calcária as árvores submersas se petrificam tornando-as um grande perigo à navegação.
Outra característica dessa água sentimos durante o banho. A água parece oleosa na pele. Dá a impressão que nunca se tira o sabão do corpo. Coisas do Tietê.
Às 15h recebemos a notícia do falecimento de um amigo, o Marcelo Risatti, dono do rancho de onde partiu a expedição em Água Nova (região de São Manuel). Ele iria encontrar com a flotilha em Adolfo, e saiu de um afluente do Tietê, o rio Cervinho. Por um acidente seu mastro resvalou num cabo de alta tensão causando uma parada cardíaca e o falecimento do velejador.
A flotilha seguiu viagem para sua parada em Adolfo no Náutico Jacarandá onde fomos recebidos pelo velejador Sérgio Gaudio e sua esposa Rita que não só colocaram sua casa à disposição, como nos receberam com uma galinhada maravilhosa.

Viaje conosco pelo Tietê

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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