Aratu-Maragojipe

Quando saímos da Bahia em 2010 após o Costa Leste, voltamos de avião para São Paulo com dor no coração. Afinal, o Tangata Manu que havia sido nossa casa durante 35 dias ficaria na poita enquanto nós trabalhávamos mais um pouco antes de voltar a vê-lo. Mas o pior foi não ter subido o rio Maragojipe e sequer ter participado da regata, porque nosso vôo estava marcado exatamente para a véspera do evento. Paciência. Como alguns momentos na vida, esse ficaria pra outra ocasião. E ela veio. Este ano, como organizador do Costa Leste e ex-presidente da ABVC, fui convidado pela Comodoria do Aratu Iate Clube (organizador da regata) a estar presente. Não titubeei. Comprei a passagem da Diana e pedi uma vaga a mais no alojamento ou veleiro que dormiria pra que ela me acompanhasse. A Helena, com escola, ficou com a tia e com a avó, consolada a força.

Mal sabia o que me esperava. O tal alojamento ficou por nada mais nada menos que a Base Naval de Inema, essa aí ao lado onde o Lula e a Dilma ficam quando vão à Bahia. A foto é do nosso quarto. O veleiro onde eu faria a regata foi substituído (mea colpa!) por uma lancha de 38 pés com fly que levava a imprensa e o Secretário Municipal de Turismo da Bahia e, claro, uma garrafa de bom whisky.

Na véspera da saída eu fiquei de fazer a matéria da regata para a Revista Velejar (do “brother” Tonico…).
Na lancha eu poderia ter melhor deslocamento para fotografar todos os veleiros, os saveiros e as canoas, além de poder ir de lá pra cá sem compromisso nenhum de correr a regata.
Ir de lancha não era exatamente um sonho. Mas não deixou de ser um privilégio. Afinal eu velejo sempre e certamente ainda volto pra Bahia com o Tangata. Mas no fly fotografando… Tinha que aproveitar.

O resultado são essas fotos que você pode apreciar por aqui, mais algumas que vão sair na próxima edição da Velejar.

A regata foi maravilhosamente organizada, como há muitos anos não se via. Juízes de nível (e certificação) internacional, controles no computador, inscrições centralizadas, barcos adesivados, tudo isso fez com que o resultado da regata fosse divulgado horas após o término, na festa de premiação. Ao contrário de anos anteriores quando o resultado demorava até 10 dias para sair…

Pra não dizer que tudo foram flores, a volta foi uma maratona. Se a lancha nos deixou em Maragojipe, a volta foi uma carona com a van que levou os músicos (fim de festa!) e não sabia o caminho – aliás confuso e sem placas – da volta. Chegamos por volta de 2 ou 3 da madrugada, nem lembro bem. Mas como disse pra Diana: festa é festa e nada como um pouco de falta de horário na vida da gente, só pra variar um pouquinho!
Dia seguinte dormimos e ainda fomos comer uma bela moqueca de bacalhau no Pelourinho.
Nada mal pra um fim de semana, né?!

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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2 respostas a Aratu-Maragojipe

  1. diz:

    Parabéns, pela oportunidade … de trazer-nos boas lembranças!
    Delicioso seu POST!

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