A ignomínia humana

No Aurélio, desonra extrema, opróbrio, infâmia, traição…
Sou pai de uma menina de 11 anos e um rapaz de 25, não necessariamente nessa ordem. Na minha juventude, levantei baleias infláveis no Parque do Ibirapuera e tinha um adesivo em minha “Brasília 74” que dizia: “Os japoneses caçam baleias. Eu portesto”. Organizei e participei de vários “Dias Nacionais da Montanha Limpa”, onde os montanhistas (escaladores e caminhadores) refaziam as trilhas que usavam durante o ano, recolhendo e trazendo lixo para a civilização onde havia coleta. Hoje na minha casa temos separação de lixo para reciclagem. Por tudo isso, senti-me atingido de tal maneira por essa barbaridade que precisei escrever esse post.
Esta semana visitei um site que gosto de “frequentar” pelas belas fotos retratando acontecimentos atuais. Deparei-me com várias dessas que ilustram esse triste post desta semana.
Duas me chocaram em particular, com a presença de crianças.
Em pleno século XXI, enquanto pessoas lutam em diversas frentes para o progresso humano, ainda nos deparamos com algumas cenas de barbárie. Sei que muitos tecem a crítica da preocupação com o ser humano. Esta é que deveria ocupar a frente de batalha, e que no sertão brasileiro crianças morrem de desnutrição, de fome. Mães abortam por falta de opção quando não morrem tentando fazê-lo.
Uma coisa não justifica nem ameniza a outra. Só prova que somos ainda parte de uma humanidade que não evoluiu muito desde a pré-história em termos de civilidade. De coletores e caçadores ainda temos muitos genes.
Ao estender a mão para educar uma criança, um pai, uma mãe, um professor ou qualquer um de nós planta uma semente que brotará em solo fértil no futuro. Uma criança que cresce embrutecida pela matança sem sentido de baleias, provavelmente será o adulto que não vai se preocupar com a

desnutrição no sertão brasileiro ou africano.  Ao contrário, a criança que cresce com o carinho e o amor que uma relação com um animal pode proporcionar, vai devolver à humanidade esse amor em atos de justiça, caridade e construção plena de cidadania.
Por isso levei minha filha à Abrolhos. Para ela ver de perto as baleias e os atobás.

Os cidadãos das ilhas Faroe matam baleias por prazer. Eu protesto!

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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3 respostas a A ignomínia humana

  1. Anibal Rodrigues diz:

    OLÁ, RICADO.
    JÁ HAVIA LIDO A RESPEITO.
    HÁ ALGO ERRADO; NÃO É POSSÍVEL QUE (HUMANOS?) MATEM BALEIAS POR PRAZER…
    A. RODRIGUES

  2. vai lá na página original (tem um link no texto), e dá uma molhada na cara do cidadão da foto 17… são insanos… O governo da Dinamarca (da qual pertence as Faroe) para tentar juistificar diz que ” A finalidade da caça é para produção de alimentos, que a caça é regulamentada pelas autoridades, e – veja o absurdo – as autoridades “levam a sério o aspecto do bem-estar animal da caça”. É brincadeira…

  3. Entao…existe uma organizacao no mundo chamada SEA SHEPHERD..(pastores do mar). Faco parte, ja naveguei com eles no Gojira (atual Brigit Bardot). Eles tem uma proposta muito legal e radical de preservacao da vida marinha…inclusive com acoes diretas nas ilhas Faroe. O Sea Shepherd nao vai levar bandeiras..levamos acao, interrompemos, batemos, afundamos…fazemos realmente o possivel. Quem assiste o canal Animal Planet, ja ouviu falar do seriado da “guerra das baleias”.. em portugues.
    Isso que acontece em um dos maiores padroes de vida e culturais do mundo nao se justifica….

    http://www.seashepherd.org

    Abracao a todos e desculpem a indignacao com os fatos, e com a meia publicidade da org…mas em por motivo justo. entrem no site e facam sua opcao…

    Fininho
    Veleiro Zuretta

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