Parnaióca, um paraíso na terra

Como prometido, este post é para contar nossa estada em Parnaióca. O desejo de conhecer o “lado de fora” da Ilha Grande era antigo, mas não achávamos oportunidade para fazê-lo basicamente por causa do tempo. É preciso esperar a meteorologia estar favorável porque as praias todas são desabrigadas de ventos, principalmente de Sudoeste, por onde entram as frentes frias. E para esperar, é preciso tempo. Como tínhamos de sobra, ficamos pela Ilha Grande aguardando.
E não deu outra. Estávamos em Palmas quando o vento mudou de lado e começou a soprar de NE. No início (um dia), com mar alto de 2 metros em intervalos de menos de 8 segundos, o que pra quem veleja é ruim.
Ficamos mais um dia, fazendo uma bela caminhada para a praia de Lopes Mendes, também do lado de fora da ilha. Mar transparente, águas geladérrimas, de doer a perna (e eu que não ligo pra água fria!), turistas de escunas de montão e cervejas a R$5,00 a latinha… (Socorro!).
Pelo caminho da trilha uns macaquinhos vieram nos saudar “pedindo” comida. Para sorte (deles), uma turista levava bananas. Foi uma festa. Eles vinham pegar das nossas mãos para comer.
No dia seguinte saímos cedo com destino a Dois Rios, local onde funcionava o antigo presídio. A idéia era ancorar lá, conhecer o local e sair de tarde para dormir em Parnaióca. Mas o local é aberto e as ondas ainda estavam um pouco altas, com intervalos curtos entrando direto na direção de Dois Rios.
Abortamos a ancoragem lá e acertamos o rumo direto para Parnaióca. A entrada lá tem um formato de ferradura, com o lado de NE mais proeminente, formando um paredão que acaba protegendo esse tipo de mar. Embora exista reflexo no paredão da frente e a ancoragem balance, dá pra pernoitar bem e curtir o local.
Foi o que fizemos. Logo pegamos o bote e fomos explorar o lugar. Um presente de Deus.
Com suas casas – campings e restaurantes populares – muito bem organizados e limpos, a preservação é bastante disseminada com pequenos postes de bambu com latas em forma de cinzeiro, e plaquinhas solicitando que não se jogue bitucas pelo chão. Realmente não havia sujeira por lá. Da praia pouco se vê dessas casas, escondidas pela vegetação numa rua interna paralela à orla. Pelo o sol escaldante que havia foi um oásis para nossa pele clara…
Indo para o lado esquerdo da praia, há uma pequena trilha que passa pela igreja e cemitério, um ou dois casebres fechados e chega ao rio, encachoeirado, cheio de piscinas naturais com água limpa e gelada.
Claro, ficamos horas dentro da água, até que a fome apertasse e fosse hora de voltar para o Tangata para o “almojantar” do dia. Pela manhã, após o café preguiçoso pegamos o bote e fomos mergulhar no canto da praia, onde a água é absolutamente transparente. Ficamos pra lá e pra cá vendo os peixinhos e curtindo o lugar até que deu um banzo de continuarmos, afinal a praia do Aventureiro era logo ali adiante…
Mas essa estória vai ficar pra outro post… Até lá. Se gostou clica nas estrelinhas aí em baixo !

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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Uma resposta a Parnaióca, um paraíso na terra

  1. Mauricio diz:

    Boas dicas Ricardo.
    Se o tempo firmar sem ventos do quadrante sul, iremos para lá mesmo. Teremos a semana toda do carnaval para explorarmos este lada da ilhagrande.
    Agradacemos as informações
    Mauricio Veleiro Petrel

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