Vou de taxiiii….

… Como diria Angélica, ex-musa nº 2 dos baixinhos, atual 745ª dos altinhos e 1ª na casa do Luciano Huck…
Nós fomos de veleiro mesmo. Pra chegar à vila que fica no alto de um morro, é preciso subir um ladeirão de tirar o fôlego de criança. Por isso esse serviço de taxi para malas, mochilas e outras coisas que, quem vai pra ficar leva. Um apinhado deles, todos uniformizados, a trançar pela nossa frente e lados num sobe e desce com sol de rachar côco na cabeça.
O lugar pra quem ainda não reconheceu pelo portal, é Morro de São Paulo. Mais morro que Sampa, com sua taxa de 10 pilas por cabeça (inclusive Heleninha) sob pretexto de taxa de preservação. Não sei de que, talvez dos argentinos que invadem o lugar como nenhum outro povo. Nada contra, também vou tomar vinho e comer bife de chorizo por lá quase todo ano… Mas a tal preservação fica a desejar, num lugar tão lindo, histórico e importante para nossa cultura e para nosso turismo. Quem sabe isso melhore no futuro (já estavam reformando o forte que fica anexo ao portal), mas as atuais condições da Fonte Grande… Construída em 1746, foi uma bela obra da engenharia para a época. Seu sistema completo tem (tinha) o riacho de alimentação (hoje um esgoto fedorento a céu aberto), uma cisterna recoberta por uma cúpula onde a água do riacho decantava a terra e impurezas antes de dirigir-se à fonte, a galeria de captação da água do riacho, a fonte propriamente dita com 3 bicas, uma bacia para captação de águas servidas, o sistema de drenagem, além das escadarias de mármore. Lá, escravas lavavam roupas, pegavam água para as residências e o local era um centro vivo da comunidade local. Convenhamos: só com os 30 reais que deixamos podiam pagar alguém pra dar uma varridinha em volta… Mas vale a visita e se você passar por lá vai dar uma olhada no sistema… é mesmo genial até nos dias de hoje…

Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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Uma resposta a Vou de taxiiii….

  1. Lô Kunze diz:

    Não conheço Morro, mas foi o 1º comentário realista que li.
    Penso que Carnaval é um turismo punk-arrochado em qualquer poça.
    Alias: Adorei o pensamento…
    “Só sabe a profundidade da poça quem pisa nela. . .”

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