Noronha sob novo olhar

OK, você já esteve em Noronha. Não? Melhor ainda. Quando for lembre deste post. Essa é uma visão que poucos têm. Porque? Noronha é tão maravilhosa que nem sempre dá tempo de ver algumas coisas, a não ser que você vá pela segunda, terceira, quarta vez, e tire um tempinho para curtir a Noronha “off Brodway”. Existe vida fora do Bar do Cachorro, do Forte do Boldró, do centrinho histórico e dos passeios tradicionais. Mas cuidado. Nem todo buggy tem macaco e chave de roda, como eu descobri… Veja o peneu furado do que eu aluguei aí em cima. O bom é levar o celular do cara que te alugou pra poder pedir socorro…
Em Noronha é possível ver um dos únicos mangues insulares do planeta, o único da América do Sul, e que fica próximo à praia do Atalaia, e que muito pouca gente repara, até porque a beleza das praias próximas é imensa. Mas ele está lá – não sei por quanto tempo… Da próxima vez repare. É um ambiente muito peculiar, delicado e nesse caso, raro.
Se você se aventurar pelos lados do Leão, verá que existem algumas trilhas que levam a mirantes, de onde se pode ver de vez em quando alguns dos raros ilhéus que têm permissão de pescar na ilha, como esse cidadão da foto. Não tenho idéia do que ele está tentando pegar no meio das pedras, mas aí está ele com sua rede nas mãos…

Nos lados da praia do Boldró, é possível ter a visão do pessoal da organização que espera os veleiros chegar. Não pense que é fácil. Passam a madrugada e os dias seguintes à chegada do Ave Rara (o recordista, e que esse ano fez em pouco mais de 25 horas o que os pobres mortais costumam fazer em 40…), esperando a “manezada” ir passando horas e horas e horas depois. O visual é lindo… mas haja paciência…

Próximo dali, quando estiver vendo o pôr-do-sol, dê uma afastadinha da muvuca e observe a multidão que espera o sol cair. Tem de tudo. Das tias farofeiras aos velejadores profissionais, passando pelos casais em lua de mel. Além do sol vale à pena observar a galera…

No centro histórico funciona a sede administrativa do Distrito Estadual de Fernando de

Noronha, no antigo prédio da “directoria do presídio”. Lá dentro – dependendo do dia você consegue ver a repartição aberta e funcionando – há um vitral lindão. Vale tirar uma foto na contra luz…

Outra visão é a da festa, mas você tem que sair dela e procurar um lugar alto. Se ela for lá em cima é difícil. Tente o ombro do cara mais alto que sentou na sua frente. Mas se for na praia, o que acontece de vez em quando, a foto fica bacaninha. Mas leve um tripé pra não tremer…

E se você procurar bem vai encontrar até uma nascente de água por lá. Numa das praias menos frequentadas… mas essa eu não vou dizer onde fica. Você vai ter que descobrir sozinho mesmo…

E depois de tudo isso você ainda pode tomar um café no “aeroporto” e sentir a sensação do turista comum, que vai e volta de avião. Vou te dizer: essa não tem muita graça !

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Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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