Um breve adeus!

pegadasComo já disse em meu livro “Uma família pela Costa Sul”, muitas vezes é preciso negociar com a vida para não se frustrar ou se complicar diante dos inevitáveis acontecimentos diante de nós.
bomdia1Nossa Heleninha cresceu e está no Ensino Médio, com muitas novidades, matérias, necessidades de estudos e outros compromissos. Isso nos fez diminuir consideravelmente nossas aventuras a bordo do Tangata Manu.
Não, não estamos colocando sob as costas dela a responsabilidade ou qualquer culpa por esse intervalo em nossas navegadas. Apenas expicando o que acontece, simples assim.
Fazendo as contas, entre marina, marinheiro, pintura de fundo, manutenções preventivas Corpus_Ch 020 e rotineiras, chegamos à conclusão que em 3 anos de Ensino Médio e pouco uso do veleiro, poderíamos economizar um bom dinheiro para um upgrade. É o que estamos fazendo. Nosso querido Tangata foi vendido a um casal que se apaixonou por ele (e isso foi muito importante nesse processo, afinal o Tangata era um filho…) e que o levou para o Rio de Janeiro.
Nesse meio tempo continuamos a nos enfronhar no meio náutico em reuniões, palestras e passeios com amigos – que graças a Deus – não faltam.
Em breve estaremos de volta com um novo Tangata Manu, o terceiro, para continuar nossas histórias de mar. Até lá!
Em Vitória gooool da Alemanha

Família Tangata

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Ops: Velejador “pega a contramão” e é multado!

guillemot_20090205_03 O velejador Marc Guillemot (do francês Safran) foi multado em £ 9.381 e tem que pagar as custas de mais £ 4.125 por ter ignorado o RIPEAM – Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar – uma norma internacional que regula as regras de navegação no mundo todo. Ele estava tentando bater seu próprio recorde de velocidade estabelecido em 2011 navegando ao redor do Reino Unido e da Irlanda.
Ocorre que o Estrito de Dover, por onde ele passava tem um esquema de separação de tráfego por causa do grande movimento de navios.
Durante sua passagem, vários navios mercantes alteraram curso para evitar uma colisão com o veleiro de Marc. A Guarda Costeira fez uma série de tentativas de entrar em contato com o veleiro, sem resposta. Eventualmente, a guarda costeira francesa entrou em contato dizendo que ele estava viajando para o lado errado. Guillemot respondeu dizendo que ele estava tentando quebrar o recorde de velejar ao redor do Reino Unido e Irlanda e não iria alterar o curso. No total, o veleiro Safran viajou 28 milhas náuticas na direção errada. E o pior: não quebrou o recorde…

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Tá ficando velho é?!

Desde que nasceu, se não notou… E com a idade vem aquelas sorumbáticas lembranças de grupos de ex-alunos no Facebook, as vontades de reviver algo que já não tem como, e a cada final de ano você lembra que aquele check-up ficou pra última hora. Cai na real: açúcar era apenas uma coisa que se colocava na caipirinha – o quanto quisesse – e colesterol era coisa que nem nas propagandas de margarina apareciam, quanto mais no seu exame de sangue…
Nesse feriado estive com a Diana e a Heleninha (nem tão mais “ninha” como eu gostaria) na Ilha da Cotia e por lá apareceram dois senhores (75?) fazendo SUP (StandUp Paddle pra quem já é velho). Com ela, um salsichinha que não devem ter perguntado se queria ou não, mas ia faceiro na proa olhando pra todos os lados e sem latir, coisa importante quando o cahorro é dos outros. Como era de manhã, a câmera jazia alhures no interior do Tangata e só deu tempo pra fotografar quando eles já tinham passado. Por isso respeitosamente retirei a área glútea da imagem (clique pra ampliar). Mas fiquei pensando em como é bom envelhecer com qualidade de vida. Claro, algum dinheiro é necessário até porque uma prancha de SUP está na média, modestos 3 mil pilas. Mas quando estou na academia com a Diana nas manhãs frias de Osasco City, penso que daqui há alguns anos poderá ter valido a pena as horas de esteira e as infidáveis abdominais.
Qualquer dia eu experimento esse SUP. Quem sabe rola. Ficou curioso? Clique aqui!

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America’s Cup ou America’s Cake?

O Chef Confeiteiro “Buddy Valastro” criou o bolo Iate América para comemorar um reencontro da família fundadora do Stevens Institute of Technology e que está ligada de certa maneira à criação da America’s Cup. O bolo é uma réplica de 1,8m do “América”, um histórico iate da família que o construiu. Com um casco de preto e branco e velas fondant, ele foi entregue no campus Stevens nessa sexta-feira a na primeira reunião da família em 30 anos. A família Stevens fundou a faculdade de engenharia homônima em 1870. Uma foto do bolo retratado no Facebook na página da Carlo’s Bakery recebeu mais de 5.700 “likes”.

John Cox Stevens construiu o iate e levou o “América” para a vitória na regata de 1851. Essa regata acabou por ser a precursora da América’s Cup. A regata vencida por Cox Stevens foi chamado de “Hundred Guinea Cup” mas depois de ganhar o troféu, a família Stevens apelidou a competição de “América’s Cup”, por causa do iate, o que acabou batizando a prestigiada competição como agora é conhecida. Os irmãos Stevens doaram o troféu para o Nova York Yacht Club como “um desafio perpétuo para competição amigável entre as nações” e a competição foi rebatizada depois disso.

“Agradecemos Buddy Valastro para criar esta réplica impressionante do América proporcionando um final apropriado para a reunião desta ilustre família”, disse Ed Eichhorn, vice-presidente de desenvolvimento da Stevens em um comunicado… Curioso, não?!

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Capitão do Titanic foi reprovado em exame da Marinha…

A documentação de mais de 250.000 certificações de navegadores “antigos” foram divulgados pela primeira vez desde 1850. Entre os documentos de 1850 a 1927, a principal curioisidade revelada é que o capitão do Titanic originalmente falhou em seu teste de navegação.

À época, os candidatos passavam por exames destinados a testar a sua experiência e boa conduta em geral, dando provas de sua sobriedade, de seu comportamento enquanto estivesse bêbado, coisas comuns na Marinha Mercante durante o início do século XIX.

Os documentos mostram que Edward John Smith (cujo corpo não foi encontrado depois que ele afundou com o Titanic em 1912), não passou nos exames da primeira vez, porque ele não tinha “suficientes habilidades de navegação”. Mas ele acabou por ser aprovado no exame e receber seu certificado em fevereiro de 1888…

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As novas aventuras do Homem-Hamster

“Este verão vou tentar “andar” em todo o Mar da Irlanda”, afirmou Chris Todd.
Em uma roda de hamster gigante instalada num catamarã, ele luta para levantar fundos para a Associação de Cegos Wiltshire e do Royal National Lifeboat Institution.
Chris, que tem 35 anos e vive em Bromham, no Reino Unido, espera que a travessia, prevista para início de setembro levante £ 20.000. Ele conta que a idéia do desafio de “hamster humano” veio enquanto ele estava remando em um lago. Inicialmente, ele queria atravessar o Canal Inglês, mas os regulamentos e os custos elevados tornou impossível a empreitada. Continuar a ler

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Piratas ou não, sem direito a defesa no julgamento…


Um par de olhos escuros olha através de uma fenda estreita em um portão de metal, observando as pessoas aguardando para entrar. Dentro, um guarda verifica visitantes com um detector de metais à mão e malas são revistadas. Em meio a muita gritaria e gesticulando, um homem que tenta trazer qat – um narcótico de mascar – é mandado para fora.

Esta é a chamada “prisão dos piratas”, uma fortaleza de cor creme que abriu oficialmente em novembro de 2010 depois de uma remodelação que custou US $ 1,5 milhão financiado pela ONU, para conter os piratas condenados por sequestro no mar ao largo do Chifre da África.

Embora o número de ataques de piratas tenha caído para seu nível mais baixo desde 2008, os especialistas dizem que o problema não desapareceu. Mais de 100 tentativas de seqüestros da costa do leste da África foram frustradas até agora este ano, e dezenas de piratas capturados – levantando a questão de o que fazer com eles. Nenhum dos países da região está preparado para assumir a responsabilidade por bandidos capturados no mar. Continuar a ler

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Velejador surdo vai dar a volta ao mundo em solitário

Um velejador surdo está planejando uma circunavegaçao sem escalas e em solo ao redor do mundo em um 42 pés. O Professor escocês Gerry Hughes, de Glasgow, zarpa dia 1 de Setembro da Troon Marina, deixando para trás sua esposa e duas filhas. A viagem deve durar entre cinco e sete meses.

Graças à tecnologia, imprensa e público poderão assistir a rota de Gerry, seguindo seu progresso e vendo os posts de seu blog. Gerry, que ensina alunos surdos na Escola Secundária de São Roque, em Glasgow, tornou-se o primeiro Capitão surdo a atravessar o Oceano Atlântico, na Regata Transatlântica em solitário, OSTAR, em 2005.

“Este desafio tem sido uma ambição ao longo de minha vida e eu não posso acreditar que eu estou prestes a zarpar!”, disse Gerry emocionado.

“Estou prestes a embarcar em um dos mais difíceis desafios que o homem conhece, mas estou confiante de que posso fazê-lo. A vela está no meu sangue e eu tenho um grande barco”, completou. A vela tem sido sua paixão desde jovem. Começou a velejar com apenas 2 anos de idade e lutou muito por causa da surdez, mas “a vela me proporcionou uma fuga e eu me sinto em paz em um barco”, explica. E completa: “Minha primeira língua é a língua de sinais britânica e eu lutava para ler e escrever até quase meus 15 anos. Mas eu sou uma pessoa muito motivada e queria ser um professor. Assim eu trabalhei duro e lutei contra as probabilidades e autoridades também”. Em 1995 ele se tornou o primeiro professor surdo Escócia, desde 1880.

Gerry embarca neste desafio com o própósito de aumentar a conscientização da comunidade surda e inspirar jovens surdos: “Eles também podem realizar seus sonhos!”.

Conheça esse grande homem e seu desafio AQUI

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Os suíços do canivete

Lá estávamos nós curtindo Tangateanamente nossas férias quando cruzamos com uma figura branca e magra remando um caiaque. Claro, puxei conversa e voilá, acabei conhecendo a família Schwörer: Dario, um guia de montanha suíço, sua esposa Sabine e seus filhos Salina (7 anos), Andri (de 5), Noé (2) e Alegra (1). Todas as crianças nasceram a bordo (Parece que não tinham televisão a bordo nesses doze – isso mesmo – doze anos de vida a bordo…).
Eles levam a cabo um projeto ambiental chamado Top to Top, que pratica a educação ambiental em escolas pelo mundo. Viajam com o máximo de recursos naturais e escalam os montes mais altos de onde estão e falam para as crianças do mundo todo quão importante é preservar esse mundão onde vivemos. Mostram a degradação, falam sobre atitudes positivas…
No próximo número do jornal Almanáutica faço uma matéria bem legal com eles onde explico melhor o que rola, como eles vivem e o que fazem. O fato curioso é que o único patrocinador é a Victorinox, a fabricante dos tais canivetes suíços. E você deve estar achando que é porque eles também são de lá, não é mesmo? Mas não é. Dario me contou que o fabricante ficou sabendo que durante o parto de um de seus filhos, ele cortou o cordão umbilical com seu canivete suíço e eles acharam o máximo… Daí veio o apoio ao projeto…
Eu ein?!

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Deixem as baleias namorarem!

Em nossa recente visita à Abrolhos, tivemos a grata notícia de saber que muita gente está se mobilizando contra a exploração de petróleo na região do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Um absurdo que a sanha arrecadatória do atual governo quer implantar num paraíso praticamente intocado e cuidado com zelo pelos técnicos do ICMBio e da Marinha do Brasil. Existem basicamente 4 propostas para preservação: Criação da APA do Banco de Abrolhos; a Proposta de Ampliação do Parque Nacional Marinho (PARNAM); a Proposta de Criação de Reserva da Vida Silvestre Baleia Jubarte e a Proposta de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável da Foz do Rio Doce.
Ainda é tempo de fazermos alguma coisa a respeito. Pesquise na internet sobre essas propostas e manifeste-se favoravelmente aos projetos com sua opinião enviando um email para:
consultapublica@icmbio.gov.br

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