Faça algo enquanto é tempo !

Cada brasileiro gera cerca de 800 gramas de lixo por dia. Nos EUA, cada habitante gera cerca de 2kg de lixo por dia. O lixo anual de uma pessoa: 90 latas de bebidas, 2 árvores gastas com papel, 107 garrafas ou frascos, 70 latas de alimentos, 45kg de plástico, 10 vezes seu próprio peso em refugo doméstico.
Em 24 horas, o Brasil produz 240.000 toneladas de lixo.

Os números podem variar um pouco, mas é fato que geramos mais lixo do que podemos nos desfazer dele ou mesmo que nossa capacidade para reciclá-lo. Há alguns anos eu reclamava que em minha casa não havia coleta seletiva e reciclagem. Fui ao Chile e lá, muitas pessoas separavam o lixo em casa e uma ou duas vezes por semana iam até um ponto onde havia coleta seletiva. Achei lindo, primeiro mundo. Depois descobri que aqui também tem. Basta ir até algum supermercado de grandes redes. Muitas delas mantêm esse serviço. Por sorte, lá em casa temos uma coleta feita por uma cooperativa. Separamos tudo o que é reciclável num só lixo e eles se encarregam de levar e separar. O lixo orgânico nós mesmos reciclamos. Fizemos um grande tambor onde o lixo é jogado e depois coberto com terra. De tempos em tempos ele é esvaziado na horta.
O lixo dos paulistanos tem seis vezes mais plástico que nos anos 70. Noventa e cinco por cento desses resíduos plásticos vão para lixões a céu aberto e nessas condições levam até 400 anos para se decompor.
O que fazer?

O grande problema é que sempre pensamos em grandes ações. A imagem de “salvar o planeta” quase sempre está ligada à imagem de uma lancha que se antepõem a um navio que pesca baleias no oceano, ou a grandes passeatas em prol do meio-ambiente. Mas é a soma das pequenas atitudes (que não fazemos!) é que fazem a diferença. Imagine se todos os brasileiros deixarem de consumir 50% das sacolinhas plásticas em um ano?

Hoje, como separamos os recicláveis em casa, procuramos não pegar sacolinhas nos supermercados. Levamos as compras em caixas de papelão que servirão para depósito do lixo reciclável que a cooperativa vem buscar.

Também temos sacolas no porta-malas do carro e quando podemos, usamos no lugar de embalagens comuns. Claro nem toda sacolinha foi eliminada. Mas nelas temos uma outra parte da fórmula sustentável: o reuso. Como temos dois labradores, seus respectivos cocôs são pegos e guardados nas sacolinhas. E acredite, sempre faltam sacolinhas.
Das duas uma ou nós consumimos menos plástico ou os cachorros são uns cagões…

Nossas compras são – na medida do possível – feitas diretamente no produtor: vamos buscar as verduras e os ovos direto no sítio de quem produz. Isso também economiza as embalagens, além de garantir melhor qualidade nos hortifrutis que consumimos. Também na medida do possível espalhamos essa prática entre os amigos, parentes e vizinhos.

Recentemente descobrimos que uma rede de farmácia recolhe as pilhas usadas e dão um destino correto a elas. Resultado: desde então vão todas pra lá. Banho mais curto, torneira fechada, luz apagada, bico no esguicho, não são meras frescuras. São maneiras de mostrar para nossa filha que realmente nos importamos com nosso planeta, nossa qualidade de vida e nossa casa. Educação também é uma maneira de plantar! No dia-a-dia, procuramos conversar e mostrar para nossa filha que isso é importante para todos nós, para a vida no nosso planeta e para o futuro dela.
E você, tem feito alguma coisa nesse sentido?
Que tal começar hoje? Um banho mais curtinho, uma sacolinha a menos nas compras ou trocar por uma caixa de papelão? A propósito, a foto que abre este post eu tirei lá na Ilha de Trindade, a um terço do caminho para a África. Ela mostra o que nós humanos temos feito com nosso planeta. Mesmo quando jogamos o lixo no lugar errado, não é impressionante como ele vai parar tão distante???

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Sobre Ricardo Amatucci

Trabalhar com amor, afinco e seriedade. Chegar lá será a consequência!
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